quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Religião x Capitalismo $$$$$


O Jornal Nacional noticiou, dia 10 de agosto, a acusação dos fiéis feita ao Ministério Público contra o Bispo Edir Macedo, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus. Mais 9 membros do grupo, chefiados por ele, estão sendo investigados por falsificação de documentos (usados para compras de emissoras de rádio e TV), ocultação de bens, e uso de empresas de fachada para lavagem de dinheiro, como é o caso da Unimetro e a Cremo Empreendimentos.
A igreja possui 8 milhões de fiéis espalhados nos 1500 templos religiosos e arrecada anualmente, entre dizimos e ofertas, cerca de 1,4 bilhões.
Existem cursos específicos para formação de líderes religiosos. Os candidatos a pastores ou obreiros, aprendem conceitos sobre oratória, persuasão, dízimos, ofertas, que garantem como resultado final, uma oratória eloquente para o pregador triplicar a quantidade de membros de sua igreja.

Porque buscamos "Deus" de forma constante?

A crença em Deus existe desde o início dos tempos. Antes do surgimento da bíblia (que começou a ser escrita em torno do ano de 1250 a/c), as pessoas já se apegavam a fé como forma de fortalecimento, para enfrentar as dificuldades da vida. A partir da escritura de Deus e sua interpretação, é que várias religiões se formaram.
Uma pesquisa realizada pelo psicólogo Brian Wiloughby da Universidade de Miami, revelou que indivíduos devotos de alguma religião, tem casamentos mais duradouros e satisfatórios, melhor desempenho escolar, noções de valores e disciplina.
Enquanto as pessoas rezavam ou meditavam, conclui-se maior nível de atividades em duas partes dos cérebros, responsáveis pela auto-regulação, controle de atenção e emoção.

O capitalismo religioso

A fé e a identificação de valores, não são fatores únicos para pertencer a uma determinada doutrina. Muitos seguidores de religiões afro-brasileiras, como é o caso da Umbanda e do Candomblé, reclamam dos valores exorbitantes cobrados por muitos Babalorixás ou Yalorixás. Os ritos de iniciação podem variar de R$ 5 mil a R$ 10 mil reais. O alto custo muitas vezes, é justificado pela quantidade de materiais utilizados para os ebós (banhos de limpeza), oferendas (pratos típicos dos orixás), vestimentas, festas de saídas dos filhos (após, o período necessário de reclusão), entre outros.
Uma religião predominante na África, país pobre. No dia reservado aos cultos dos orixás, os adeptos se vestiam com suas melhores roupas e como oferenda (para reverenciar os donos de suas cabeças), preparavam os melhores pratos porém, tudo de uma forma improvisada. Existia sim todo o requinte mas, cada indivíduo proporcionava às entidades, aquilo que sua condição sócio-economica permitia. Para a prática do candomblé, não era necessário tanto dinheiro e sim respeito, adoração e devoção.
Já o catolicismo adota o celibato, questão que nos últimos anos tem gerado muitas polêmicas, devido aos casos de homossexualismo e pedofilia. Uns defendem que a proibição de constituir uma família, é garantia da não divisão dos bens, ou seja, todo o patrimônio do sacerdote seria doado à igreja. Outros alegam que essa renúncia é necessária para purificação do espírito.
Temos que ter respeito à todas as diversidades religiosas e não generalizar nenhuma, pois, vários líderes cobram e aplicam adequadamente as contribuições de seus fiéis.
Deus existe e é único, embora tenha várias denominações, já as religiões foram criadas pelo homem. A bíblia é o livro da humanidade e universal, cabe ao indivíduo interpretar as palavras deixadas por Deus, cada um de acordo com suas convicções.
Deus não precisa de dinheiro! Mas, aprecia as ofertas de fiéis pois, depende disso para promover a caridade em forma de obras assistenciais. Cabe aos líderes religiosos a missão de fazer bom uso desses recursos.

3 comentários:

  1. Sabe Fernanda é muito triste ver/ouvir alguém dizer que Igreja é negócio. Que isso! Absurdo!

    Ah! linkei vc lá no meu blog, gosto muito de ficar informada sobre tudo um pouco...rsrs



    bjos

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  2. Oi Lú,

    Agradeço pelo post!
    Triste mesmo!!!
    Na verdade 'religião', se tornou um 'segmento' muito lucrativo.

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