sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Suicídio...


Enquanto escrevo esse post, uma pessoa no limite do desespero pode estar tentando tirar a própria vida.

Casos de suicídio não são muito abordados pelos veículos de comunicação pois, muitos consideram uma decisão ética para não incentivar tal ação.  Porém, o tema deveria ser mais discutido afinal, existe ajuda especializada de prevenção.
Até 2020 aproximadamente 1,53 milhões de pessoas morrerão por suicídio no mundo, é o que aponta uma pesquisa da OMS (Organização Mundial de Saúde).
Desemprego, solidão, perdas recentes, conflitos afetivos, dependência química, vida familiar conturbada, impulsividade, agressividade, humor instável, doenças físicas ou mentais (esquizofrenia, transtorno bipolar, depressão), são fatores considerados altamente de risco.
Entre os anos de 1994 e 2004 (dados da OMS), a média foi de 4,5% casos para cada 100 mil habitantes. O Brasil ocupa o 9º lugar no ranking de países com o maior índice de suicidas do mundo, em 2004 foram 7.987 óbitos.
Na tentativa de reduzir esses números, já que é um sério problema de saúde pública, foi elaborado, desde 2006, o manual de “Estratégias Nacionais de Prevenção ao Suicídio”, direcionado aos profissionais de saúde mental.  O objetivo é qualificar as equipes de saúde, para que eles consigam detectar de forma precoce, a intenção do paciente, e direcioná-lo ao tratamento apropriado (as tentativas de suicídio são pelos menos, dez vezes maiores que o ato consumado).
A cartilha foi criada em parceria com o Ministério da Saúde Brasil (Universidade Estadual de Campinas), Organização Pan-Americana de Saúde e o Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp.

O leva uma pessoa a pôr fim à própria vida?

A polícia ainda investiga a possibilidade de suicídio, porém, ao que tudo indica essa foi à causa que levou Leila Lopes à morte. Na suposta carta deixada por ela e divulgada pela imprensa, é nítido, mesmo para os mais leigos, que a atriz apresentava um quadro depressivo.
Nem sempre é fácil identificar os sinais, porém, eles não podem ser ignorados. Os mais comuns são tentativas anteriores, idéias faladas abertamente, preparação de cartas ou testamentos, luto ou perda de alguém próximo, histórico de suicídio na família, pessimismo e falta de esperança.
Uma das formas de precaução é acabar com a dor psíquica, em muitos casos só é possível com aconselhamento de um psicólogo ou até mesmo com auxílio de medicamentos receitados por um psiquiatra. O objetivo é apoiar emocionalmente para que a pessoa perceba uma outra maneira de ver o problema, e recupere o desejo pela vida.
A CVV – Centro de Valorização da Vida desenvolve um trabalho, há 49 anos, de aconselhamento e prevenção. São 41 postos de atendimento com aproximadamente 2000 voluntários disponíveis 24 horas por dia através do telefone, e-mail ou pessoalmente.
O Hospital das Clínicas hoje é considerado referência no atendimento a pacientes que apresentam algum tipo de transtorno mental. O Instituto de Psiquiatria atende as seguintes modalidades: déficit de atenção, ansiedade, bulimia e transtornos alimentares, transtornos afetivos na infância e adolescência, doenças afetivas, obesidade, entre outros.
Quem tiver interesse em procurar auxílio também pode recorrer às faculdades, muitas  disponibilizam equipes médicas que prestam esse tipo de serviço, de forma gratuita.


Suicídio e seu registro na história

Homens-bomba
O mundo parou estarrecido, no atentado terrorista de 11 de setembro de 2001. Aviões comerciais seqüestrados por homens-bomba, ligados à organização fundamentalista islâmica Al-Qaeda, colidem contra o World Trade Center e ao Pentágono nos E.U.A levando à morte aproximadamente 3278 pessoas. Doutrinados ainda em fase escolar, os jovens são estimulados a morrer pela pátria, que eles intitulam como  "ato de fé".

Kamikazes e o alto índice de suicídio no Japão

Já o Japão, conhecido por ser um dos líderes no ranking de suicídios, com uma média de 25 mortes por 100 mil habitantes (segundo dados da OMS), tem um histórico antigo que envolve o tema.

Pilotos Kamikazes, na II Guerra Mundial, lançavam seus aviões caças contra navios americanos. Existem versões divergentes, que desmitificam o glamour dessas missões. Alguns estudiosos, não apontam esses grupos como suicidas em potencial, pois, com chances mínimas de sobrevivência (feridos e com aviões já em péssimo estado) optavam por uma morte mais rápida e eficaz. Tudo em nome da pátria, e em prol da não invasão da Ilha do Japão, porém, era uma escolha e não um ato imposto.
Endeusados até hoje e transformados em mito, os pilotos sobreviventes desenvolveram um complexo de culpa, por terem saídos ilesos do combate, e muitos cometeram o suicídio após, a guerra.
Atualmente os índices permanecem alto no país. Acredita-se que isso já faz parte da cultura, a sociedade japonesa prima pelo prestígio social, valores, vingança, salvação do nome e da família, portanto, tirar a própria vida pode ser visto como algo honroso. Além do mais, a população é conhecida pela inteligência e os pais são rigorosos, quanto à educação dos filhos. Os jovens que não apresentam desempenho escolar satisfatório, muitos procuram o suicídio, como forma de não envergonhar a família.

Tipos de suicídio existentes no Japão
- Hara-kiri (tipo de suicídio comum entre samurais)
- Shinjyuu (tipo de suicídio cometido entre pessoas íntimas)
- boshi-shinjyu (suicídio de mãe e filho/a)
- ikka-shinjyu (suicídio de toda família em todas as classes sociais)

Suicídio coletivo
O massacre de Jonestown ficou marcado mundialmente, como um dos maiores suicídios coletivos da história.
Aproximadamente 900 pessoas (entre elas mais de 270 crianças) beberam cianureto misturado ao suco.  Seguidores que se recusaram, foram executados a tiros ou com injeções letais.
Isso aconteceu em 1978. A seita fundada com o nome de Templo dos Povos (Peoples Temple) conduzido pelo líder religioso Jim Jones (encontrado morte no mesmo dia, com um tiro na cabeça) numa comunidade agrícola rural em Guiana.

Órgãos de orientação e aconselhamento psicológico


Considerado um ato impulsivo, portanto, transitório. É importante ressaltar que muitas pessoas sofrem e sentem dificuldades em lidar, em algum momento, com as diversidades da vida. Um aconselhamento adequado continua sendo a melhor forma, de diminuir o risco de um suicídio.
        

- CVV – Centro de Valorização da Vida
Telefone: (11) 3107-2152 ou pelo e-mail: central@cvv.org.br


- Hospital das Clínicas
    

Fontes consultadas:
- Abrata – Associação Brasileira de Familiares, Amigos, e Portadores de Transtornos Afetivos
- Site Espaço Acadêmico
- Estratégias Nacionais de Prevenção ao Suicídio (OMS)



segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

O adeus do torcedor...


Ainda na barriga de sua mãe seu destino já estava traçado. Também pudera, toda sua família era flamenguista e isso era uma tradição, passada de geração em geração.
Por coincidência, Pedro Henrique veio ao mundo em 1980, ano em que o Flamengo conquistou seu primeiro título.
Seu pai não conteve as lágrimas, chorava copiosamente feito uma criança, duas alegrias assim de uma só vez, era demais para seu coração. E senhor Juca cumpriu a promessa e subiu ajoelhado à escadaria de acesso ao Cristo Redentor. Quando chegou aos pés, de um dos principais cartões postais do Rio de Janeiro, depositou uma reluzente bola, que naquela época ainda era de capotão, em agradecimento à dádiva dupla, que lhe foi concedida.
 Com três anos de idade, Pedro Henrique, mal se mantinha firme nos passos, mas, ensaiava seus primeiros chutes a gol. E não é que o menino levava jeito? Se tornou um ótimo boleador, e na sua brincadeira favorita que era a pelada entre amigos, quem reinava era ele, o dono do campo e do drible.
Senhor Juca que até então nunca tinha levado seu filho a um estádio de futebol, escolheu uma data histórica, algo para ficar cravado na memória do seu primogênito.  E foi no dia 19 de julho de 1992, aos dozes anos de idade, deslumbrado ao som de uma torcida ensandecida que gritava no Maracanã, com muito sincronismo, ”Mengoooo”, “Mengooooooooo”, que Pedro Henrique viu seu time conquistar o Pentacampeonato brasileiro. 
E assim crescia o garoto rubro-negro. Coleções intermináveis de camisas com o brasão do seu time, chuteiras de vários formatos e cores, recortes de jornais com resultado das partidas, fotos dos ídolos Júlio César, Gaúcho (Djalminha), Charles Guerreiro e muitos outros...e a vida seguia...
Ontem após, assistir a vitória de 2 a 1 sobre o Grêmio, Pedro Henrique foi comemorar o Hexacampeonato, a cidade estava em alvoroço! Antes de sair, se despediu do pai com um beijo na testa e disse “seu Juca hoje vou festejar! Não me espere acordado pois, volto só amanhã”. Seu Juca mal teve tempo de responder “vá meu filho, vá com Deus, mas, cuidado”...
Parecia carnaval de rua, serpentina, confete, muita dança, risos, alegria estampada no rosto de todos os brasileiros, e entre uma cerveja e outra, o inesperado aconteceu! Uma briga entre torcedores começou, ninguém sabe de onde. No meio daquele tumulto vinham socos e pontapés. As pessoas em pânico corriam e gritavam coisas desconexas. Até que um estrondo ecoa, um barulho forte, porém, seco e frio. Era um tiro, uma balada perdida.
Pedro Henrique cai no meio fio da calçada. Seus olhos transmitem desespero. Ele não entende aquela situação! Atordoado começa a espumar sangue pela boca e tenta balbuciar algo. Seus amigos se ajoelham e tentam ouvir suas últimas palavras. Com voz quase inaudível ele canta “uma vez Flamengo...Flamengo até morrer”.
Senhor Juca hoje lidera a ONG “Paz no Futebol” e percorre vários regiões do país hasteando sua bandeira, a luta pelo fim da violência entre as torcidas.

Observação: Isso é uma tentativa de crônica, portanto, os personagens são fictícios. Utilizei como base para compor o texto, o time do Flamengo mas, poderia ter citado qualquer outro clube.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Campanha do Natal nos Correios...


Foto/Divulgação Correios
Adote uma criança neste natal!

Desde 1997, os Correios recebem cartinhas de crianças carentes com pedidos ao Papai Noel que vão desde brinquedos, utensílios domésticos, cestas básicas, roupas, entre outros.
Quem tiver interesse em participar da campanha, pode obter informações das agências participantes, em uma unidade mais próxima de sua residência. 28 regionais nos estados, tem locais adaptados com as cartas e fica a critério do doador escolher a criança de sua preferência.
O presente será entregue pelo próprio carteiro, vestido de Papai Noel.

Participe você também!

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

2009 está no fim...e já é natal...





A população mais confiante, sai às ruas para gastar o 13º com as compras de natal. A promessa é de um 2010 bem mais próspero afinal, especialistas garantem, a crise econômica acabou!
"Sou brasileiro e não desisto nunca", essa frase traduz exatamente a essência do nosso povo. Mesmo em meio à tantos problemas sociais, que nos causam a impressão de indissolúveis, de tão sólido e já arraigado, nesta terra cujo clima é tropical e onde a alegria reina o ano todo, aqui sim, existe esperança!
O que esperar, do novo ciclo, dos 365 dias que se aproxima? Você já preparou a lista interminável de pedidos, para o mascote de fim de ano, nosso bom e velho papai noel?

Desejo a todos um Feliz Natal e um ***2010*** repleto de conquistas!!!

Congresso da Compolítica discute comunicação política na atualidade









O III Congresso da Compolítica, que acontece de 9/12 a 11/12, na PUC-SP, discutirá a comunicação política na atualidade.
Serão destacados temas como o uso do Twitter e das novas mídias sociais pela política, o jornalismo político e as estratégias de campanhas eleitorais e governamentais.
Estão confirmadas as participações de especialistas como: José Luís Dader (Universidad Complutense de Madrid), Vera Chaia (PUC-SP) (foto) e Fernando Antônio Azevedo (UFSCar).
O evento será promovido pela Associação Brasileira de Pesquisadores e Comunicação e Política.
Informações e inscrições acesse: www.pucsp.br/compolitica